Testamento (2013)

NOTÍCIAS

02 FEVEREIRO 2013

Entrevista ao site português PALCO PRINCIPAL

RESENHAS

15 JANEIRO 2013

Carnificina é destaque na WEIRD RECORDS

Leia a entrevista de Raphael Mandra ao site de música português Palco Principal. Clique na figura ao lado para ler a entrevista na íntegra.

Resenha de Fábio Melo do site Groundcast

http://groundcast.com.br/review/review-radio-morto-testamento-2013/

Resenha de Francesco Nunziata do site italiano OndaRock.it

Abaixo uma tradução aproximada do texto:
 

Rádio Morto é a criatura misteriosa com quem o brasileiro Raphael Mandra vazão a seus pesadelos. Dark-ambiente, horror music, no wave, folk, industrial, spoken word e experimentações várias são as coordenadas principais dessas sessões de psicanálise nem sempre produtivas, mas, em qualquer caso, fascinante para o impacto perverso de contaminação.

Através de download gratuito, Mandra já lançou um grande número de registros e "Carnificina", lançado em 2012, é provavelmente o seu mais convincentes, graças a sua inclinação por
Gnaw Their Tongues. Por sua parte, "Testamento" é introduzido pelas sirenes sinistras de "Ad Mortem" e pela indolência do mal de "Gótica Profana" e fixando-se em níveis não exaltados, ainda conseguiu mostrar as muitas facetas de um som enigmático.

Com prazer sinistro, ouvimos, portanto, o hip-hop catatônico de "Misantropia", o folk histérico de "O Indigente" e o caos de "Vultos Satânicos", também participa com resignação ao funeral triste "Santa Vadia " e a faixa-título. Sem comprometer a forma livre da heroína "Garota Cadáver ", a gélida peregrinação interior de "A Eternidade" e o liquidificador a lá
Test Dept de "Apocalipse ".

Atmosfera (2011)

Resenha de Fábio Fel do site RYM

Como toda obra é essencialmente experimental, a avaliação do conteúdo depende muito da inserção do ouvinte no universo do autor. Essa é uma tarefa frequentemente difícil, uma vez esse tipo de obra se caracteriza mais como a expressão de sentimentos e emoções do que como produto a ser apreciado ou entendido pelo público (o que é desejável, obviamente, mas não é fundamental para a maioria dos criadores experimentais). A atmosfera (o título é mais do que adequado) é mórbida, soturna e subterrânea. Me lembrei da época em que frequentava o teatro alternativo e marginal paulistano, no final da década de 1980. Seria a trilha sonora perfeita para grupos como Os Satyros (antes de se transformarem em mainstream entre os descolados).
Não posso dizer que aprecie o estilo, embora tenha interesse em toda e qualquer manifestação que fuja ao convencional ou previsível. O problema aqui está relacionado menos à qualidade da gravação (ruim, como reconhecido pelo autor) e mais à falta do elemento ritmo. Acho que uma percussão mais contundente (ou um arranjo que a privilegiasse) fez muita falta e sua quase ausência torna a audição cansativa, talvez mesmo para os amantes do gênero.
Não se pode negar, no entanto, que o álbum é consistente no que diz respeito à sua proposta: mergulhar na escuridão e provocar sensações de inquietude, temor e introspecção. Para quem gosta de obras mais densas, que não privilegiem aspectos melódicos, que apresentem uma proposta clara e a sigam do começo ao fim, Atmosfera pode oferecer um interessante cardápio de sensações.

Resenha de Fernanda Blammer do site Miojo Indie no link abaixo:

 

http://miojoindie.com/2011/04/19/disco-atmosfera-radio-morto/

O álbum "Carnificina" de 2012 foi destaque no catálogo de destribuição da Weird Records na Europa e Japão, segundo Nick Pistacchio, diretor do selo, "Carnificina" é o melhor álbum de 2012, melhor até que "The Seer" dos veteranos do Swans, leia as palavras de Pistacchio:

 

"Carnificina is the best album of 2012. Infernal energy = more intense psychological experience. It has an 'absolute' quality. This is the real Seer of 2012! "Matadouro" = super super super" - Nick Pistacchio - Diretor da Weird Records

Obrigado ao Nick e a Weird Records, já que Swans é, sempre foi e sempre será inspiração para o Rádio Morto.


http://www.wierdrecords.com/

06  JANEIRO 2014
 
15 JANEIRO 2014
 

Em celebração aos 7 anos de existência e sua recente “morte” o Rádio Morto lançará no dia 23 próximo o disco “Escatologia Poética” com 13 músicas em versões inéditas, em breve uma versão com 34 músicas será lançada, ao lado a capa.

Rádio Morto está Morto: "Aos que gostam do Rádio Morto: decidimos pausar nossas atividades por tempo indeterminado e quem sabe um dia voltar com uma produção melhor e melhores condições. Agradecemos a qualquer um que se sentiu tocado pela nossa música, nossas letras e nossos barulhos, muito obrigado".

O Rádio Morto está MORTO
Escatologia Poética

Escatologia Poética (2014)

Resenha no Anthem Albums:

“Uma classe média cafona, travada, vivendo em prisão domiciliar, com os periquitos, os cachorros e os gatos castrados”, Fernanda Torres.Ao ouvir Ratos Mortos, já somos contaminados pela hibridez que o Rádio Morto apresenta em seu último disco (o “grupo” aparentemente acabou), podemos ver esse álbum, então, como uma ode à morte.O disco tem odor de noite, aqueles rolês fétidos e sombrios no centro de São Paulo durante a madrugada, como mostra a faixa de abertura, Ratos Mortos. O Salvador apresenta uma ambientação esquizofrênica, e um confronto entre crença/niilismo. No início temos uma roga a Deus para que a salvação ocorra, para no final ele pedir a liberdade do próprio salvador, de suas amarras morais e fundamentalistas.Misantropia começa lenta, obscura, até a entrada dos tiros e dos beats de hip hop. Junto com essa levada de rap, há uma sonorização que oprime a voz, enquanto sons referentes a uma catarse urbana podem ser ouvidos.A atmosfera de O Pesadelo é totalmente obscura, pesada, arrastada; os vocais são quase como uma assombração e a música poderia ser a trilha sonora para definir o que é sinistro. O Silêncio parece que é baseado em um conto que Raphael Mandra (quem encabeça o Rádio Morto) escreveu; mesmo clima pesado, arrastado, contrabaixo deixando a atmosfera incompreensível. Vale a pena prestar atenção na letra, a melhor do álbum.Gótica Profana tem clima industrial e sons tensos, com o baixo completando a coisa toda, muito soturna. Carnaval no Cemitério: o título diz tudo, um carnaval sinistro com batuques de percussão, por baixo sons que lembram a morte, assombrações.O niilismo entra com tudo em A Caveira, música que constata nossa nadidade originária. Musicalmente, é um dark ou freak folk, com o vocal praticamente falado, agredindo o ouvinte verbalmente a todo instante.O desejo de redenção é o tema de Paisagem, música semiacústica que conta com escapadas e ecos suspensos em uma letra onde o espírito almeja os “grandes céus”. A letra de Psicofuga associa-se muito forte ao som, esquizofrênica, fala sobre desejos, enquanto ouvimos estalos fortes no plano de fundo e um alto e claro “foda-se você”.Ave Negra é lenta, cadenciada, cheia de chiados, que me faz pensar em contos débeis e doentios. O Funeral contém uma letra muito forte, prossegue o ritmo mais lento da música antecessora, enquanto numa negatividade suprema, Mandra afirma “meu funeral é só um deus desconhecido”.Ad Eternum fecha o ciclo; um drone com baixo crescendo, alguns movimentos e escapes bem orgânicos, construindo o muro sonoro para vozes indecifráveis. Depois dessa jornada calcada em uma obscuridade, em que esquizofrenia, misantropia, sexo, morte e redenção são explorados com um viés completamente único, parece que é o fim do Rádio Morto. Ao menos pelo que encontrei pela internet, uma pausa indefinida. Valeu Rádio Morto, as produções caseiras, o lo-fi remoto e aqueles que têm medo e ódio agradecem.

25 FEVEREIRO 2014

Entrevista com Raphael Mandra no e-zine Anthem Albums:

http://anthemalbums.blogspot.com.br/2014/02/entrevista-com-radio-morto.html